A evolução da escrita matemática

Por volta do século IV a.C. quatro grandes civilizações surgiram de forma independente uma da outra em planícies aluviais: nos vales dos rios Tigre e Eufrates na Mesopotâmia, no vale do rio Nilo no Egito, às margens do rio Indo na Índia e ao longo do rio Amarelo na China. Nessas quatro civilizações e também na América Central foi criada uma escrita não apenas para registrar os fatos e as ideias, mas também os números referentes às transações comerciais ou dádivas obtidas em uma guerra.

A escrita organiza o pensamento, preserva o conhecimento e as informações, que assim se libertam da tradição oral, constituído de fato a base de todo o desenvolvimento científico e tecnológico.

 

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A escrita egípcia

Fragmento do Papiro de Rhind, o maior texto matemático egípcio, escrito por volta de 1650 a.C. A partir desse papiro, é possível saber como os egípcios calculavam as proporções das pirâmides e de outras construções.

Por volta do ano 3500 a.C., a sociedade egípcia, que nos seus primórdios era um conjunto de pequenas aldeias isoladas às margens do rio Nilo, evoluiu para um Estado centralizado, cujo poder maior estava nas mãos do faraó. A principal atividade econômica era a agricultura, cultivando-se principalmente algodão, linho, trigo, cevada e gergelim. A contabilidade da produção agrícola e os cálculos envolvidos nas grandes construções exigiram uma notação matemática da civilização egípcia. Os escribas, que recebiam sua instrução nos templos (pois a casta sacerdotal tinha o controle do conhecimento), eram responsáveis pela escrita e pelo cálculo numérico.

 

 

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A escrita mesopotâmica

Tabuleta de argila com caracteres cuneiformes.
Mesopotâmia c. 4000 a.C.

Vários povos estabeleceram-se na região Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates. De fato, acádios, sumérios, babilônios, assírios e caldeus constituíram, ao longo de milênios, o que ficou conhecida na história como a civilização mesopotâmica. Avançaram no domínio da Matemática, criaram as bases da Álgebra e ampliaram os conhecimentos sobre cálculo, descobrindo como extrair a raiz quadrada e a raiz cúbica. Os mesopotâmicos adotaram um sistema de numeração com base 60. Vestígios desse sistema são encontrados até hoje: a divisão da hora em 60 minutos e do minuto em 60 segundos.

 

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A escrita chinesa

Sistema utilizado pelos chineses para representar números. Suan Zí ( “cálculo mediante barras”), inventado há cerca de 2700 anos atrás.

Os primeiros escritos sobre a Matemática datam aproximadamente do ano 1000 a.C., e as preocupações dos chineses era com questões práticas, como mensuração das propriedades, cálculo de impostos e de transações comerciais.

A numeração chinesa é de base decimal, e sua escrita numérica apoiava-se em dois sistemas de notação: um multiplicativo e outro posicional.

 

 

 

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A escrita romana

Segundo esta prova arqueológica, baseada na distância de um marco viário, com a indicação de IIII e encontrado àquela distância métrica de Aeminium (designação romana para a povoação que deu origem a Coimbra), uma milha romana equivale a 1480 metros.

Os romanos foram guerreiros, estrategistas, políticos, construtores de estradas, diques e monumentos, mas não foram literatos nem filósofos e nem se preocupavam com a especulação e a investigação científica. Seu maior legado é um Código de Leis, que serviu de base para todas as legislações futuras.

Apesar disso, os símbolos numéricos adotados pelos romanos substituem até os dias atuais, para indicar os séculos, enumerar os títulos dos capítulos de um livro ou indicar os dígitos de um relógio.

 

 

 

 

 

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A escrita maia

O Códex de Dresden é um dos quatro manuscritos maias que sobreviveram à queima geral de livros e documentos maias ordenada pelo clero espanhol em 1521. Foi escrito entre 1200 e 1250 e contém cálculos astronômicos extremamente apurados.

No outro lado do mundo, mais ou menos na mesma época e sem sofrer influência dos povos da Europa ou da Ásia, os maias inventaram um sistema de numeração no qual se incluía o número zero. O sistema de numeração era de base 20, e o valor de um símbolo era determinado pela posição que ocupava


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