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O Educador de Movimento e Coordenador da Bakhita, Rafael Martins, participou, durante este ano, de um grupo de estudos com as diretoras da escola Fabulinus (Argentina) que são grandes referências na Pedagógia de Reggio Emília.
 
As discussões do grupo pautaram-se em projetos e olhares para as linhas e os grafismos. Na Bakhita, Rafael tocou o projeto nas aulas de Movimento, com ajuda de outros educadores, partindo da observação dos alunos em brincadeiras como pega-pega.
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Neste trabalho, os alunos usaram esta brincadeira para citar e criar um repertorio de seus próprios movimentos, a partir de observação de vídeos e dos trajetos que cada criança em movimento faz. Estes trajetos foram observados de situações e pontos de vista diferentes e os estudantes registraram estes movimentos com linhas em desenho e outras estratégias de registro gráfico.
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Foi assim que se deu a Documentação Pedagógica que Rafael e Cristiane, da equipe de coordenação da Bakhita, apresentaram no Seminário Internacional, em julho, com o título de “A gráfica da corrida – um registro do percurso produzido pelos movimentos de correr em uma brincadeira de pega-pega.
IMG_1679Confira o conteúdo completo do banner apresentado no Seminário:
” Um grupo com 13 crianças, de 5 anos de idade, todos com autonomia, domínio e perícia na prática de jogos e brincadeiras, iniciou uma pesquisa sobre quais movimentos exploravam para fugir dos pegadores. 
Durante o processo investigativo, o grupo demonstrou iniciativa, curiosidade e organização, para solucionar estratégias de observação dos próprios movimentos durante a corrida. O recurso do vídeo, permitiu aos pequenos ver e rever suas ações, gestos corporais e interações. “Correr reto”, “Andar em zigue-zague”, “Corre vira e vai reto”, “Vai e volta”, “ginga e corre reto”, foram alguns dos títulos atribuídos aos movimentos que as crianças identificaram.  
Fora exploradas estratégias de registro gráfico dessa ação. Nesse momento a linha ganhou importância, pois foi utilizada como recurso para marcar o percurso do deslocamento pelo espaço. Primeiramente, uma criança marcava o solo com um giz, seguindo o movimento do colega, o que gerou traços ondulados e imprecisos. Logo após, foi proposto pelo professor um correlato gráfico, tendo uma perspectiva aérea da vida da quadra para a pracinha. A partir dessa oportunidade, os pequenos observaram atentamente o deslocamento, de modo a representar traçados mais firmes, precisos e condizentes com o trajeto no espaço.
Na roda de apreciação e reflexão sobre a experiência, o grupo analisou com propriedade e consciência como cada ação pode ser utilizada estratégicamente no jogo, associando também fatores como velocidade, mudanças de direção e o espaço percorrido. A experiência demonstra que o envolvimento das crianças em um projeto, assim como a exploração de diferentes técnicas de registro e olhar para uma ação, possibilita ampliar a percepção e a interpretação de uma ação.” 
Documentação Pedagógica do projeto sobre a linguagem da linha – Grupo de Estudos com Alejandra Dobovik e Alejandra Cippitelli – Rafael Martins e Cristiane Vieira – 2017.